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Office 2016 e 2019 fora de suporte: escolher entre LTSC e Microsoft 365

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30 Junho 2026Office 2016 e 2019 fora de suporte: escolher entre LTSC e Microsoft 365
Equipe BS IT SolutionsGestão de Servidores5 min de leitura

Office 2016 e 2019 fora de suporte: escolher entre LTSC e Microsoft 365

Office 2016 e Office 2019 perderam o suporte em 14/10/2025, na mesma data em que o Windows 10, o Exchange Server 2016 e o Exchange Server 2019 também saíram. A escolha entre continuar com licença perpétua na linha LTSC ou migrar para Microsoft 365 por assinatura não se decide pela etiqueta de preço, e sim por seis critérios: previsibilidade do custo ao longo do tempo, ciclo de atualização, recursos de nuvem e colaboração, dependência de conexão, gestão de identidade e, principalmente, ciclo de vida com data de fim de suporte conhecida. Para a maioria das médias empresas que já mantém e-mail e arquivos na nuvem, a assinatura elimina o projeto de migração recorrente. A licença perpétua continua defensável em máquinas isoladas, sem internet estável ou com requisito de ambiente congelado.

O que muda de fato quando o Office sai de suporte

O Word não trava e a planilha não some. Essa é a razão pela qual tanta empresa adia a decisão. O que acontece é mais silencioso e mais caro.

  • Acabam as correções de segurança. Vulnerabilidade nova descoberta em um formato de documento não é mais corrigida. Documento de escritório é um dos vetores favoritos de quem distribui código malicioso, justamente porque circula por e-mail o dia inteiro.
  • Acabam as correções de defeito e o suporte oficial. Se algo quebrar depois de uma atualização do sistema operacional, não há caminho de escalonamento com o fabricante.
  • A compatibilidade com serviços de nuvem deixa de ser garantida. Versões fora de suporte perdem a garantia de conexão com serviços de e-mail e de armazenamento em nuvem. O aplicativo pode continuar abrindo e, ainda assim, parar de sincronizar.
  • A conformidade fica frágil. Em qualquer auditoria, contrato com cliente grande ou avaliação de risco de seguro, software sem suporte aparece como não conformidade. Sob a ótica da LGPD, manter software sem correção de segurança enfraquece a demonstração de medidas técnicas adequadas.

Resumindo para a diretoria: o risco não é parar de funcionar amanhã, é acumular exposição que só aparece no dia do incidente.

O calendário que organiza a decisão

Estas são as datas oficiais que afetam o parque de estações e o plano de licenciamento. Coloque-as na mesma linha do tempo do orçamento.

Data O que termina Efeito na decisão
14/10/2025 Suporte de Office 2016, Office 2019, Windows 10, Exchange Server 2016 e Exchange Server 2019 Já passou. O que ainda está nessas versões opera sem correção de segurança
Outubro de 2026 Suporte do Office 2021 e da linha LTSC correspondente Quem comprar perpétuo agora precisa saber que essa geração também tem data marcada
12/10/2027 ESU de consumidor para Windows 10 Limita até quando o parque antigo consegue esticar com atualização paga
10/10/2028 Atualizações de segurança dos aplicativos Microsoft 365 rodando sobre Windows 10 Assinatura não resolve sozinha: o sistema operacional embaixo também tem prazo

A leitura estratégica dessa tabela é simples. As decisões de Office e de Windows estão amarradas. Trocar apenas o pacote de escritório e manter a estação em um sistema operacional fora de suporte resolve metade do problema e cria uma segunda data para revisitar em pouco tempo. Vale ler junto o artigo sobre as opções que sobraram para quem ainda tem Windows 10.

Licença perpétua (LTSC) e assinatura (Microsoft 365), lado a lado

LTSC é a linha de longo prazo, de suporte estendido: você compra a licença uma vez, a versão fica congelada em recursos e recebe correções até uma data definida. Microsoft 365 é a assinatura: paga-se pelo direito de uso enquanto o contrato existir, e a versão dos aplicativos evolui de forma contínua.

A comparação abaixo é qualitativa de propósito. Valor de licença varia por contrato, por volume, por canal de compra e por plano, e comparar preço de tabela em um artigo levaria você a uma decisão errada.

Critério Licença perpétua LTSC Microsoft 365 por assinatura
Natureza do gasto Desembolso concentrado no momento da compra, tratado como investimento Desembolso recorrente e distribuído, tratado como despesa operacional
Previsibilidade Alta no curto prazo, baixa no longo: o custo real reaparece de uma vez a cada troca de geração Alta e linear, com o cuidado de acompanhar reajustes contratuais e variação cambial
Ciclo de atualização Congelado. Só recebe correção de segurança e de defeito, não recursos novos Contínuo. Recursos novos chegam sem projeto de reinstalação
Fim de suporte Data fixa e conhecida por geração. Exige planejar a próxima migração desde o primeiro dia Enquanto a assinatura estiver ativa e o sistema operacional for suportado, não há data de corte do pacote
Recursos de nuvem Limitados por definição. Colaboração simultânea, versionamento e coautoria não são o propósito da linha Integração nativa com e-mail, armazenamento, coautoria, reuniões e busca corporativa
Exigência de conectividade Baixa. Feita para operar em máquina sem internet permanente Funciona offline por período limitado, mas exige verificação periódica de licença pela rede
Identidade e segurança de acesso Fora do escopo. O controle depende do que já existe na rede Amarrada à identidade corporativa, com políticas de acesso condicional e segundo fator
Gestão e implantação Instalação por imagem, atualização controlada, ideal para ambiente padronizado e imutável Implantação centralizada, inventário de uso e desligamento imediato de licença de quem sai
Mobilidade do usuário Vinculada ao dispositivo licenciado Vinculada ao usuário. Verifique no seu contrato quantos dispositivos o plano contempla
Saída do modelo Você continua com o direito de uso mesmo sem contrato ativo, porém sem correção após a data final Encerrar o contrato encerra o uso dos aplicativos. Planeje a retenção dos dados antes

O item que mais pesa e menos aparece na planilha

Repare na linha de fim de suporte. Ela é a que muda a conta de verdade. Comprar perpétuo não é comprar uma vez, é comprar de novo a cada geração, e cada compra vem acompanhada de um projeto: inventariar estações, testar compatibilidade de macros e suplementos, empacotar, distribuir, treinar e atender o pico de chamados. Esse projeto tem custo em horas de equipe, e é justamente ele que costuma ficar fora da comparação. O artigo sobre como calcular o TCO de TI mostra como colocar essas horas na conta.

Quando a licença perpétua ainda é a escolha certa

Existe cenário legítimo para LTSC, e não é o de quem só quer evitar mensalidade. A linha de longo prazo foi feita para ambientes que precisam ficar parados no tempo:

  • Estação de chão de fábrica ligada a um equipamento cuja validação exige software congelado.
  • Máquina isolada da internet por decisão de segurança ou por exigência de processo.
  • Terminal de atendimento ou quiosque com função única, onde ninguém colabora em documento.
  • Unidade com conectividade instável, onde a verificação periódica de licença seria um risco operacional.
  • Ambiente sob requisito contratual de configuração imutável durante a vigência de um projeto.

Nesses casos, a recomendação prática é tratar essas máquinas como um bolsão pequeno e controlado, com inventário próprio, segmentação de rede e data de revisão registrada. O erro é usar a existência de cinco máquinas assim para justificar manter as trezentas restantes no modelo antigo.

Quando a assinatura é a escolha óbvia

  • O e-mail da empresa já está, ou vai estar, em nuvem. Depois do fim do suporte do Exchange Server 2016 e 2019 em 14/10/2025, esse caminho ficou quase inevitável. O roteiro está em como migrar do Exchange para o Microsoft 365.
  • Há trabalho híbrido, equipe em campo ou pessoas acessando de casa.
  • Documentos circulam por e-mail em várias versões e ninguém sabe qual é a final.
  • A empresa quer controlar acesso por identidade, com segundo fator e política por dispositivo.
  • O quadro de pessoal oscila e você precisa ligar e desligar licença rapidamente.
  • A TI é enxuta e não tem fôlego para conduzir um projeto de reinstalação de parque a cada geração.

Para uma visão mais ampla do que a assinatura entrega além dos aplicativos de escritório, vale a leitura de Microsoft 365 para empresas.

Como decidir, em seis passos

  1. Inventarie o que existe. Quantas estações, com qual versão de Office e qual versão de Windows. Sem esse número, qualquer proposta que você receber é um chute. O método está em como fazer o inventário de TI.
  2. Separe os usuários por perfil de uso. Quem só preenche formulário, quem produz documento o dia inteiro, quem colabora com gente de fora, quem opera máquina isolada. Perfis diferentes não precisam do mesmo plano.
  3. Levante as dependências. Macros, suplementos, integrações com o ERP, modelos antigos, relatórios que exportam para planilha. É aqui que a migração encontra surpresa. Em ambiente SAP, teste especialmente a exportação e os complementos usados pelo financeiro e pela controladoria.
  4. Cheque a base embaixo. Sistema operacional, memória disponível e qualidade do link de internet de cada unidade. Não adianta contratar assinatura e descobrir que a filial tem link insuficiente para sincronizar arquivos.
  5. Rode um piloto real. Um grupo pequeno, com pelo menos um usuário de cada perfil crítico, por algumas semanas. Anote todo chamado gerado.
  6. Só então peça proposta. Com o número de estações por perfil, com o mapa de exceções e com as dependências conhecidas, você negocia com informação. Sem isso, você compra o que o vendedor achou razoável.

Os custos escondidos dos dois lados

Ambos os modelos têm custos que não aparecem na primeira conversa. Coloque estes itens na comparação, mesmo que você preencha com estimativa própria:

Custo escondido Aparece na perpétua Aparece na assinatura
Projeto de migração a cada geração Sim, de forma recorrente e concentrada Não, a atualização é contínua
Adequação de macros e suplementos Sim, a cada salto de versão Sim, porém diluído e contínuo
Treinamento e mudança de interface Concentrado no salto, com impacto maior Gradual, com impacto menor por vez
Gestão de licenças ociosas Licença comprada de quem saiu costuma ser reaproveitada, se houver controle Assinatura de quem saiu continua sendo cobrada até alguém desligar
Banda e armazenamento Baixo impacto Exige link adequado e política de retenção
Risco de operar sem correção de segurança Alto depois da data de fim de suporte Baixo, enquanto o sistema operacional também estiver suportado

Um detalhe que costuma render economia real: revisão periódica de licenças ativas. Em modelo de assinatura, a conta cresce sozinha por falta de processo de desligamento no desligamento de pessoas. Amarre a baixa de licença ao processo de saída do RH e revise a lista todo mês.

O modelo misto é aceitável

Não existe obrigação de escolher um único caminho para a empresa inteira. O desenho mais comum em média empresa é misto: assinatura para o pessoal administrativo, comercial e de gestão, que colabora e trabalha fora do escritório, e licença perpétua no bolsão de máquinas isoladas ou de função única. O que não pode existir é o terceiro grupo, o das estações que ficaram em versão sem suporte porque ninguém decidiu.

Se a sua empresa tem esse terceiro grupo hoje, ele é a prioridade do trimestre. Cada estação nele é uma porta aberta em um parque que, no restante, você já paga para proteger.

Perguntas frequentes

Meu Office 2016 parou de funcionar depois de 14/10/2025?

Não. Os aplicativos continuam abrindo e os arquivos continuam lá. O que terminou foi o suporte: não há mais correções de segurança, correções de defeito nem atendimento oficial, e a compatibilidade com serviços de nuvem deixa de ser garantida. Na prática, você segue trabalhando com um software que não recebe mais conserto, e é isso que precisa entrar na sua avaliação de risco.

Comprar Office perpétuo agora resolve por muitos anos?

Resolve por um ciclo, não para sempre. A geração seguinte, do Office 2021 e da linha LTSC correspondente, tem fim de suporte previsto para outubro de 2026. Quem escolhe perpétuo precisa tratar a compra como um ciclo com data de validade conhecida e já reservar, no planejamento, o esforço do próximo projeto de migração.

Preciso trocar o Windows junto com o Office?

Na prática, as duas decisões estão amarradas. O Windows 10 saiu de suporte em 14/10/2025, o ESU de consumidor vai até 12/10/2027 e as atualizações de segurança dos aplicativos Microsoft 365 rodando sobre Windows 10 terminam em 10/10/2028. Trocar só o pacote de escritório mantém a estação com data marcada e obriga a um segundo projeto pouco tempo depois. Avalie estação e software de escritório no mesmo plano.

Como a BS IT Solutions apoia essa decisão

A BS IT Solutions faz o levantamento do parque, cruza cada estação com as datas oficiais de fim de suporte, separa os usuários por perfil de uso, testa as dependências críticas (macros, suplementos e integrações com o ERP, inclusive em ambientes SAP) e monta a comparação entre os modelos com os números da sua empresa, não com preço de tabela. Conduzimos o piloto, a implantação e o suporte pós-migração, com atendimento presencial em São Paulo e região metropolitana e remoto em todo o Brasil.

Fale com um especialista da BS IT Solutions e receba o retrato do seu parque antes de assinar qualquer proposta de licenciamento.

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O que diz quem já trabalha com a gente

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